Autor: Euriano Sales
Quem conhece a esperança?
Alguém ai pode dizer?
Já tiveram esperança?
Já viram ela morrer?
E quem perdeu a esperança?
Conseguiu sobreviver?
Conforme o doutor Aurélio
A esperança é:
A expectativa de um dia
Conseguir o que se quer
É um bem que se deseja
Que se alimenta pela Fé
Todos tem esperança
Seja pobre, seja rico
Seja alto, seja baixo
Seja Caetano ou seja Chico
Seja criança ou adulto
Seja o teco ou seja o tico
A esperança do povão
É ganhar na mega-sena
Acertar no Totolec
Ir pra praia e voltar morena
É assistir a novela das oito
E ver o Bruno com a Helena
Esperança sentimental
Conquistar um novo amor
Esperança no emprego
Ser promovido a doutor
Esperança no remédio
De tomar e sumir a dor
Esperança na escola
Da prova ser uma moleza
Esperança no salão
Melhorar sua beleza
Esperança no marido
De fazer uma surpresa
Esperança no Vozão
De ficar na Série A
Esperança no Leão
Pra D não derrapar
Esperança na seleção
O hexa conquistar
A esperança do estilista
É criar um look moderno
A esperança do sertanejo
É ter um bom inverno
A esperança do crente Raimundo
É livrar-se do inferno
A esperança da noiva
É que o noivo diga sim
A esperança do noivo
É gastar só um “pouquin”
A esperança da sogra
É estar sempre “pertin”
A esperança do levita
É que o arranjo saia correto
A esperança do pastor
É que o culto seja completo
A esperança da produção
É que não estore o tempo certo
A esperança do americano
É a economia se ajustar
A esperança do Irã
Está na bomba nuclear
A esperança do brasileiro
São os políticos se ajeitar
A esperança do capitalista
É ter dinheiro a vontade
A esperança do socialista
É que acabe a desigualdade
A esperança do Hugo Chaves
É governar pela eternidade
Mas tem uma esperança
Que quero total atenção
É a maior das esperanças
Que Brota do coração
De um Deus grande e amoroso
Senhor da salvação
É a esperança na família
Que às vezes fica de lado
Não acreditam mais no outro
Tá tudo bagunçado
Fí não respeita pai
Conselho num é mais dado
Mas isso não é de hoje
A bíblia já relata
Por isso que ela orienta
Ao papai plantar chibata
E aprender que quando erra
Vai assar sua batata
Mas não vá ser violento
Comece com uma palmadinha
Ensina o caminho correto
A andar sempre na linha
Pois quando ele crescer
Não desviará nadinha
Mas tem gente na bíblia
Que não aprendeu a lição
O próprio Rei Davi
Pai do sábio Salomão
Não disciplinou direito
o seu filho Absalão
Davi foi negligente
Não soube repreender
Absalão virou rebelde
Fascinado por poder
Guerreou contra Davi
Seu ódio o fez morrer
Abia e Joel
Fí do profeta Samuel
Também foram mal criados
E a Deus foi infiel
Foram Juizes pervertidos
Vergonha pra Israel
O sacerdote Eli
Também agiu errado
Hofni e Fineías
Foram bem mal-educados
Desrespeitaram a Deus
E mergulharam no pecado
Todos eram homens de Deus
Mas faltou um coisinha
Como falei anteriormente
Bastava uma palmadinha
Mas como não fizeram
Saíram fora da linha
Mas teve bons exemplos
Que aqui vou relatar
Dona Eunice e dona Lóide
Souberam bem educar
Timóteo foi um exemplo
Para os fí se espelhar
Tem também Raabe
Que em casa poupou
Os espiões que Josué
À Jericó enviou
Escondeu em sua casa
E ninguém os achou
Ela pediu aqueles homens
Como forma de juramento
Confiando em Deus
Que na hora do sofrimento
Poupariam sua família
Na hora do pelejamento
A promessa foi feita
Mas só dependia dela
Pendurar um cordão vermelho
Nos umbrais de sua janela
Pois seria o sinal
Pra ninguém tocar nela
Prendeu-se nessa esperança
Agarrou com unha e dente
Apesar de ser prostituta
Deus cuidou de seus parentes
Deu a ela a salvação
E matou o resto de gente
A esperança que tiveram
Foi a última a morrer
A família inda tem jeito
Basta você querer
Quem corrige o fí que ama
Nunca vai se arrepender
Em Romanos, capítulo cinco
Nós lemos Paulo falar
De ter esperança em Deus
Em sua glória milenar
A paciência produz esperança
Basta crer e acreditar
Isso tudo foi dito aqui
Debaixo dessa tenda
Como cuidar de sua família
Sem rancor e sem contenda
Pois esperança na família
É verdade, não é lenda
O jovens e adolescentes
Também viram a lição
Uma sala de cirurgia
Foi o tema em questão
Até o GF ensinou
Sobre família no galpão
O desafio foi lançado
Agora é que eu quero ver
A família inda tem jeito
Confie em Deus, que peleja por você
Não apague essa idéia
Pelo contrário, faça ela acender
05/04/2010
04/03/2010
AS MULHERES DA BÍBLIA

Autor: Euriano Sales
Oito de março
O grande dia da muié
Se bem que um dia é pouco
Para alguém como ela é
É ela quem dá a vida
Feito como Deus quiser
Mas não posso resumir
A uma simples genitora
Pois a muié é mais que isso
É amor, é protetora
É guerreira, corajosa
Uma grande batalhadora
E não sou só eu que digo
Na bíblia está escrito
Existem vários exemplos
Cada qual mais que bonito
Vou falar alguns que sei
Atente ao que for dito
Começando na letra A
Lembro de dona ANA
Uma muié de oração
Casada com Elcana
Que para ter seu Samuel
Orou várias semanas
Tem também ABIGAIL
Muié capaz e prudente
Que pra salvar o seu povo
De um rei muito valente
Pediu perdão e consertou
Um erro do seu parente
Pulando pra letra D
Falo de uma costureira
O nome dela era DORCAS
Uma serva verdadeira
Deus lhe deu de novo a vida
E na morte, uma rasteira
Na letra E tenho ESTER
Importante pra Israel
Pois com sua sabedoria
Enviada pelo céu
Conseguiu livrar o Povo
De uma morte bem cruel
Tem a mãe de uma apóstolo
Que começa com a letra E
O nome dela é EUNICE
Você sabe quem elá é?
É a mãe de Timóteo
Muié de grande fé
F, G, H,
cheguei na letra I
Pra falar de ISABEL
Muié que fez cumprir
Um pedido do seu Deus
Para o nome do seu fí
Era mãe de João Batista
Esposa de Zacaria
Submissa, Humilde
Prima de Maria
Deu à luz a um profeta
Conforme a profecia
Dou um salto para o L
Pra falar de uma vendedora
O nome dela era LÍDIA
Uma senhora encantadora
Está escrito lá em atos
Que era uma grande adoradora
Ao ouvir falar de Jesus
Logo o aceitou
Abriu a porta de sua casa
E em Listra hospedou
Os discípulos de Jesus
Que por ali passou
Tem também a vovó LÓIDE
Da filha dela eu já falei
O neto dela é conhecido
E aqui já mencionei
É a vovó de Timóteo
Cuja fé não esquecerei
Chegou a vez das Marias
E na bíblia tem de ruma
De Betânia a Nazaré
Haverá sempre alguma
Tem MARIA MADALENA
Mas me prendo só a uma
Essa uma é a virgem
MARIA MÃE DE JESUS
Escolhida a dedo
Por Deus pra dar à Luz
Ao homem que por nós
Morreu naquela cruz
E a muié do seu Áquila?
Sabem de quem tô falando?
O nome dela é PRISCILA
E a Paulo foi ajudando
A falar do Evangelho
Que estava anunciando
Na letra R tenho RUTE
A nora de NOEMI
Era amiga de sua sogra
E cuidavam-se de si
Ficou víuva, casou de novo
Foi bisavó do rei Davi
Por último vou falar
Da muié de Abraão
SARA era estéril
Não podia ter filho não
Mas Deus ouviu a sua prece
E fez valer sua oração
SARA deu a luz
A um moço bem bonito
Ela já era bem veinha
Na bíblia está escrito
O senhor cumpre as promessas
Que por ele fora dito
Mas se você não é ANA
Nem SARA, nem ISABEL
Você é a VIRTUOSA
A quem tiro meu chapéu
Seu nome não tá na bíblia
Mas está escrito lá no Céu
09/01/2010
José, o governador do Egito
Autor: Euriano Sales
Vou contar-lhe a história
De José governador
Mas antes vou lhes falar
De Isaque seu avô
Fiel esposo de Rebeca
E temente ao Senhor
Isaque fí da promessa
Do Senhor Deus a Abraão
Que prometeu a descendência
Dele uma grande nação
Nação essa separada
Por Deus pra salvação
Rebeca gerou Esaú
E a Jacó o abençoado
Que tornou-se o primôgenito
E Esaú o rejeitado
Pois trocou a primogenitura
Por um prato de guisado
Raquel virou sua esposa
Mas não foi moleza não
Trabalhou Quatorze anos
Pra puder ter sua mão
E depois desse tempo todin
Virou genro de Labão
Antes dele ter Raquel
Jacó se casou com Lia
Mas a bíblia nos relata
Que a Raquel ele amaria
E lia teve cinco filhos
Mas de Raquel nada saia
Clamou Raquel a Jacó
Dai-me filho se não morro
Jacó ficou chateado
E lhe deu um bom esporro
Mas Deus viu sua aflição
E partiu em seu socorro
Jacó já tinha dez filhos
QUa Raquel a luz deu
Deus a tirou de sua vergonha
E foi José que ela concebeu
Depois dele ainda veio
Benjamim, o último seu
José sempre foi criado
Com a amor e dedicação
E devagar foi se inchando
O coração dos seus irmão
Bastou Jacó dar-lhe uma túnica
Pra gerarem uma má ação
José era um bom moço
Que nos seus sonhos Deus falava
Um dia invetou de contar
Aos irmão o que sonhava
Falou dos feixes dos irmãos
Que perante o seu prostavam
Falou também de outro sonho
Esse bem mais complicado
Diante de sua prensença
Sol e lua inclinado
Esse sonho fez de josé
O irmão mais odiado
Certo dia Jacó mandou
Seus irmãos ele espiar
Quando viram a José
Começaram a planejar
Em suas mente sujas
Uma forma de lhe matar
Agarraram a José
Sua túnica tiraram
Procuraram uma cisterna
E lá dentro o jogaram
Até que vieram os mercadores
E por José eles pagaram
Vinte moedas de prata
Foi o valor que foi comprado
Pra consolar o seu pai
Lhe mandaram um recado
Mancharam a túnica de sangue
E disseram: Jacó, ele foi atacado
O mercadores que o levaram
A José não tinham dó
Lhe arrastaram como escravo
Para as terras de Faraó
No Egito ele foi
Aprender se virar só
Quando o puseram à venda
Vários vieram olhar
Diante de tantos clientes
Um o preço quis pagar
Era o ofcial do rei
E se chamava Potifar
Deus estava com José
E em tudo prosperava
Tudo o que eles comiam
Era josé que plantava
Diante de tanta fartura
A casa toda se alegrava
Potifar crescia tanto
Que nem carretel de linha
Era tanta coisa boa
Nem sabia de onde vinha
Ordenou então a José
Administrar o que ele tinha
José era moço forte
Bonito e arrumado
Era amigo do patrão
A quem lhe tinha confiado
Tudo o que tinha na casa
Menos a mulher ao lado
Essa mulher que vos falo
É a esposa de Potifar
Era mulher muito folgosa
Que a José passou olhar
O seu corpo belo e forte
Começou a cobiçar
Certo dia essa mulher
Depois de muito insistir
Resolveu bolar um plano
Pra fazer José cair
Arrastou para o seu quarto
E tentou José despir
Mas José deixou bem claro
Que nada iria fazer
Pois um pecado deste tamanho
Não iria cometer
Ela ficou injuriada
E José só fez correr
Mas ele não percebeu
O que tinha esquecido
A capa que ele usava
No quarto havia caido
Ela se aproveitou disso
E inventou um acontecido
Disse ao seu marido
Esse hebreu quis me usar
Viu que eu estava só em casa
E veio comigo deitar
Olha a capa que deixou
Quando começei gritar
Potifar muito zangado
O transformou em prisioneiro
Mas Deus estava com José
Cuidando do seu paradeiro
Pôs na vida dele agora
Um amigo carcereiro
E ali dentro da prisão
José era respeitado
Até a chave da cadeia
A ele foi confiado
José cuidava de tudo
E pelo preso era amado
Certo dia Faraó
Se zangou com seu copeiro
E mandou-lhe pra prisão
Junto com seu padeiro
Prisão essa que estava
José e o carcereiro
Outro dia de manhã
Após ter se levantado
José viu seus companheiro
E os sentiu mei pertubado
Foi com eles conversar
E soube que haviam sonhado
Sonho esse tão confuso
Que não tinha explicação
José pediu que lhe contasse
Pois Deus daria a solução
E depois de ouvir o sonho
Veio a interpretação
O copeiro viu uma cepa
De videira com três vara
E surgia muito vinho
Que do seu cacho brotava
Ele enchia um belo copo
E a Faraó entregava
José não demorou muito
Para o sonho interpretar
Disse que dentro de três dias
Ao seu trabalho ia voltar
E o copo de Faraó
Novamente ia entregar
Depois dessa explicação
Ao copeiro ele pediu
Pra lembrar do velho amigo
Que na cela o acudiu
E a rogar a Faraó
Lebertá-lo do covil
Veio então o padeiro
O seu sonho lhe contar
Disse que via três cestos
Na cabeça equilibrar
Nos primeiro haviam pães
E no úlitmo um manjar
O céu se encheu de aves
E pro cestos elas olharam
Veio em direção a ele
E as comidas devoraram
Inspirado por seu Deus
José logo lhes contaram
Contou ele ao padeiro
Que não ia escapar
Depois de três dias
Faraó ia mandar
Cortar sua cabeça
E dar pras aves devorar
Todo o que José falou
Direitinho aconteceu
O copeiro no seu posto
E o padeiro faleceu
Mas o copeiro nem lembrou
De José o moço Hebreu
Depois de uns dois anos
Veio de Deus a provisão
Pois Faraó teve um sonho
Que não tinha explicação
Tentou saber de todo jeito
Mas ninguém dizia não
Faraó tinha sonhado
Com vaca e mungido
Sete gordas e sete magras
Que do nilo tinha saído
As mais magra e feinhas
As mais gorda tinha comido
Em seguida ele viu
Muita espiga a brotar
De um mesmo pé de milho
Sete espigas de babar
Mas também saiu mais sete
Que eram feias pra danar
As sete espigas feias
Nun instante engoliram
As sete espigas boas
De repente se sumiram
Não teve quem explicasse
O que o rei e o Egito viram
O copeiro sabendo disso
Nun instante se lembrou
Daquele rapaz bem moço
Que o seu sonho interpretou
Falou dele pra Faraó
Que na merma hora o chamou
Depois de ter se lavado
E a barba aparar
José saiu da prisão
Para sonhos explicar
Faraó contou-lhe tudo
Para ele interpretar
E depois de ouvir aquilo
José vei a lhe dizer
Que as sete vacas boas
E as espigar iam ser
Sete anos de fartura
Que o Egito ia viver
Mas depois de sete anos
Viria a maldição
Pois as sete espiga magras
E as vacas feias serãi
Sete anos de miséria
E de total destruição
Faraó muito espantado
Não sabia o que fazer
José vendo sua aflição
Uma idéia veio a ter
Deu conselho a Faraó
Pra na fome não morrer
Disse que achasse um homem
De muuuuita sabedoria
Pra que nos ano de fartura
Colhesse tudo que podia
E organizasse direitinho
Pros anos de agonia
Faraó na merma hora
Falou sem pestanejar
Homem mais sábio de José
Não irei encontrar
Vou lhe dar autoridade
Pro Egito governar
José agora importante
Com uma mulher se casou
O seu nome era Azenate
E ele muito amou
Teve dois filho com ela
Pelo qual ele chamou
Manassés e Efraim
Esses foram os seus nome
Eles nasceram à um ano
Do Egito passar fome
Eram crianças felizes
Que só dormem, bebe e come
Os sete anos de fome
Foram dias de tribuações
O Egito estava farto
Mas faltava em outras nações
Todos iam até José
Lhe comprar as provisões
Na terra Canaã
Estava o servo Jacó
Junto com seus onze filhos
A barriga dava nó
A fome apertava tanto
Que chegava a dar dó
Jacó enviou seus filhos
Ao Egito pra comprar
Alimente para ele
Por na mesa do jantar
Mas seu filho Benjamim
Eles não iam levar
Diante do governador
Os irmão tavam prostados
José logo os reconheceu
E ficou admirado
Diante dele de joelhos
O Sonho era relizado
José vendo aquela cena
Decidiu uma aprontar
Disse que era espiões
E que nada iam levar
Mas rogaram a José
Pra poderem explicar
Da terra de Canaã
Eles disseram que vieram
Era num total de doze
Mas um eles não trouxeram
Um outro irmão sumiu
Nunca mais eles souberam
Depois de ouvir aquilo
José não aliviou
Mandou pegar eles tudin
E na cela os lançou
Disse que tinhas que provar
A história que lhe contou
Foram três dias de angústia
Quando José mandou soltar
Mandou ficar somente um
E os outros fez buscar
O irmão mais novo deles
Que Jacó não quis mandar
Quando eles foram embora
A comida eles levaram
E no meio do caminho
Foi ai que repararam
Que o dinheiro da comida
Dentro dos sacos voltaram
Jacó soube da história
E também do tal pedido
De levar o outro irmão
E ficou entristecido
Mas tinha que libertar
O outro que ficou retido
Chegando ao Egito
José os mandou levar
Para sua nobre casa
Que com eles ia jantar
Ficaram morrendo de medo
De José os incriminar
Perguntou José a eles
Se seu pai estava bem
Depois viu a Benjamim
E lhe perguntou também
Se era o irmão mais novo
Que eles queriam tanto bem
Depois da confirmação
José aprontou de novo
Mandou nos sacos colocarem
O dinheiro do seu povo
E no saco de Benjamim
O seu cálice de prata novo
Quando eles iam embora
José os mandou prender
Pois quem robou seu cálice
Ia se arrepender
Ai daquele que fez isso
Seu escravo ia ser
Todos se apavoraram
Quando o cálice foi achado
Foi no saco de Benjamim
Logo do irmão amado
Então diante de José
Eles caíram prostados
José vendo aquela cena
Não podia mais segurar
Todo aquele segredo
Ele pôs a revelar
Seus irmãos admirados
Começaram a chorar
José ordenou a eles
Para ir buscar seu pai
E trazer suas famílias
E também seus animais
Pois aquela velha terra
Não iriam ver jamais
Ao chegaram em Canaã
Ao seu pai contaram o que viu
Jacó se encheu de alegria
E com um sorriso retribuiu
Para a terra do Egito
Pegou as malas e partiu
Ao rever seu filho amado
Jacó não aguentou
Se lançou em seus braços
E aos prantos desabou
José recebeu seu pai
E ao Faraó apresentou
O melhor daquelas terras
José veio a lhes dar
Era terra de Gósen
Lugar bom pra se plantar
Jacó viveu mais uns aninho
Até Deus lhe arrematar
E essa foi a grande história
De José o moço hebreu
Homem reto e temente
A Jeová o Senhor Deus
Viveu cento e dez anos
E no egito feleceu
Vou contar-lhe a história
De José governador
Mas antes vou lhes falar
De Isaque seu avô
Fiel esposo de Rebeca
E temente ao Senhor
Isaque fí da promessa
Do Senhor Deus a Abraão
Que prometeu a descendência
Dele uma grande nação
Nação essa separada
Por Deus pra salvação
Rebeca gerou Esaú
E a Jacó o abençoado
Que tornou-se o primôgenito
E Esaú o rejeitado
Pois trocou a primogenitura
Por um prato de guisado
Raquel virou sua esposa
Mas não foi moleza não
Trabalhou Quatorze anos
Pra puder ter sua mão
E depois desse tempo todin
Virou genro de Labão
Antes dele ter Raquel
Jacó se casou com Lia
Mas a bíblia nos relata
Que a Raquel ele amaria
E lia teve cinco filhos
Mas de Raquel nada saia
Clamou Raquel a Jacó
Dai-me filho se não morro
Jacó ficou chateado
E lhe deu um bom esporro
Mas Deus viu sua aflição
E partiu em seu socorro
Jacó já tinha dez filhos
QUa Raquel a luz deu
Deus a tirou de sua vergonha
E foi José que ela concebeu
Depois dele ainda veio
Benjamim, o último seu
José sempre foi criado
Com a amor e dedicação
E devagar foi se inchando
O coração dos seus irmão
Bastou Jacó dar-lhe uma túnica
Pra gerarem uma má ação
José era um bom moço
Que nos seus sonhos Deus falava
Um dia invetou de contar
Aos irmão o que sonhava
Falou dos feixes dos irmãos
Que perante o seu prostavam
Falou também de outro sonho
Esse bem mais complicado
Diante de sua prensença
Sol e lua inclinado
Esse sonho fez de josé
O irmão mais odiado
Certo dia Jacó mandou
Seus irmãos ele espiar
Quando viram a José
Começaram a planejar
Em suas mente sujas
Uma forma de lhe matar
Agarraram a José
Sua túnica tiraram
Procuraram uma cisterna
E lá dentro o jogaram
Até que vieram os mercadores
E por José eles pagaram
Vinte moedas de prata
Foi o valor que foi comprado
Pra consolar o seu pai
Lhe mandaram um recado
Mancharam a túnica de sangue
E disseram: Jacó, ele foi atacado
O mercadores que o levaram
A José não tinham dó
Lhe arrastaram como escravo
Para as terras de Faraó
No Egito ele foi
Aprender se virar só
Quando o puseram à venda
Vários vieram olhar
Diante de tantos clientes
Um o preço quis pagar
Era o ofcial do rei
E se chamava Potifar
Deus estava com José
E em tudo prosperava
Tudo o que eles comiam
Era josé que plantava
Diante de tanta fartura
A casa toda se alegrava
Potifar crescia tanto
Que nem carretel de linha
Era tanta coisa boa
Nem sabia de onde vinha
Ordenou então a José
Administrar o que ele tinha
José era moço forte
Bonito e arrumado
Era amigo do patrão
A quem lhe tinha confiado
Tudo o que tinha na casa
Menos a mulher ao lado
Essa mulher que vos falo
É a esposa de Potifar
Era mulher muito folgosa
Que a José passou olhar
O seu corpo belo e forte
Começou a cobiçar
Certo dia essa mulher
Depois de muito insistir
Resolveu bolar um plano
Pra fazer José cair
Arrastou para o seu quarto
E tentou José despir
Mas José deixou bem claro
Que nada iria fazer
Pois um pecado deste tamanho
Não iria cometer
Ela ficou injuriada
E José só fez correr
Mas ele não percebeu
O que tinha esquecido
A capa que ele usava
No quarto havia caido
Ela se aproveitou disso
E inventou um acontecido
Disse ao seu marido
Esse hebreu quis me usar
Viu que eu estava só em casa
E veio comigo deitar
Olha a capa que deixou
Quando começei gritar
Potifar muito zangado
O transformou em prisioneiro
Mas Deus estava com José
Cuidando do seu paradeiro
Pôs na vida dele agora
Um amigo carcereiro
E ali dentro da prisão
José era respeitado
Até a chave da cadeia
A ele foi confiado
José cuidava de tudo
E pelo preso era amado
Certo dia Faraó
Se zangou com seu copeiro
E mandou-lhe pra prisão
Junto com seu padeiro
Prisão essa que estava
José e o carcereiro
Outro dia de manhã
Após ter se levantado
José viu seus companheiro
E os sentiu mei pertubado
Foi com eles conversar
E soube que haviam sonhado
Sonho esse tão confuso
Que não tinha explicação
José pediu que lhe contasse
Pois Deus daria a solução
E depois de ouvir o sonho
Veio a interpretação
O copeiro viu uma cepa
De videira com três vara
E surgia muito vinho
Que do seu cacho brotava
Ele enchia um belo copo
E a Faraó entregava
José não demorou muito
Para o sonho interpretar
Disse que dentro de três dias
Ao seu trabalho ia voltar
E o copo de Faraó
Novamente ia entregar
Depois dessa explicação
Ao copeiro ele pediu
Pra lembrar do velho amigo
Que na cela o acudiu
E a rogar a Faraó
Lebertá-lo do covil
Veio então o padeiro
O seu sonho lhe contar
Disse que via três cestos
Na cabeça equilibrar
Nos primeiro haviam pães
E no úlitmo um manjar
O céu se encheu de aves
E pro cestos elas olharam
Veio em direção a ele
E as comidas devoraram
Inspirado por seu Deus
José logo lhes contaram
Contou ele ao padeiro
Que não ia escapar
Depois de três dias
Faraó ia mandar
Cortar sua cabeça
E dar pras aves devorar
Todo o que José falou
Direitinho aconteceu
O copeiro no seu posto
E o padeiro faleceu
Mas o copeiro nem lembrou
De José o moço Hebreu
Depois de uns dois anos
Veio de Deus a provisão
Pois Faraó teve um sonho
Que não tinha explicação
Tentou saber de todo jeito
Mas ninguém dizia não
Faraó tinha sonhado
Com vaca e mungido
Sete gordas e sete magras
Que do nilo tinha saído
As mais magra e feinhas
As mais gorda tinha comido
Em seguida ele viu
Muita espiga a brotar
De um mesmo pé de milho
Sete espigas de babar
Mas também saiu mais sete
Que eram feias pra danar
As sete espigas feias
Nun instante engoliram
As sete espigas boas
De repente se sumiram
Não teve quem explicasse
O que o rei e o Egito viram
O copeiro sabendo disso
Nun instante se lembrou
Daquele rapaz bem moço
Que o seu sonho interpretou
Falou dele pra Faraó
Que na merma hora o chamou
Depois de ter se lavado
E a barba aparar
José saiu da prisão
Para sonhos explicar
Faraó contou-lhe tudo
Para ele interpretar
E depois de ouvir aquilo
José vei a lhe dizer
Que as sete vacas boas
E as espigar iam ser
Sete anos de fartura
Que o Egito ia viver
Mas depois de sete anos
Viria a maldição
Pois as sete espiga magras
E as vacas feias serãi
Sete anos de miséria
E de total destruição
Faraó muito espantado
Não sabia o que fazer
José vendo sua aflição
Uma idéia veio a ter
Deu conselho a Faraó
Pra na fome não morrer
Disse que achasse um homem
De muuuuita sabedoria
Pra que nos ano de fartura
Colhesse tudo que podia
E organizasse direitinho
Pros anos de agonia
Faraó na merma hora
Falou sem pestanejar
Homem mais sábio de José
Não irei encontrar
Vou lhe dar autoridade
Pro Egito governar
José agora importante
Com uma mulher se casou
O seu nome era Azenate
E ele muito amou
Teve dois filho com ela
Pelo qual ele chamou
Manassés e Efraim
Esses foram os seus nome
Eles nasceram à um ano
Do Egito passar fome
Eram crianças felizes
Que só dormem, bebe e come
Os sete anos de fome
Foram dias de tribuações
O Egito estava farto
Mas faltava em outras nações
Todos iam até José
Lhe comprar as provisões
Na terra Canaã
Estava o servo Jacó
Junto com seus onze filhos
A barriga dava nó
A fome apertava tanto
Que chegava a dar dó
Jacó enviou seus filhos
Ao Egito pra comprar
Alimente para ele
Por na mesa do jantar
Mas seu filho Benjamim
Eles não iam levar
Diante do governador
Os irmão tavam prostados
José logo os reconheceu
E ficou admirado
Diante dele de joelhos
O Sonho era relizado
José vendo aquela cena
Decidiu uma aprontar
Disse que era espiões
E que nada iam levar
Mas rogaram a José
Pra poderem explicar
Da terra de Canaã
Eles disseram que vieram
Era num total de doze
Mas um eles não trouxeram
Um outro irmão sumiu
Nunca mais eles souberam
Depois de ouvir aquilo
José não aliviou
Mandou pegar eles tudin
E na cela os lançou
Disse que tinhas que provar
A história que lhe contou
Foram três dias de angústia
Quando José mandou soltar
Mandou ficar somente um
E os outros fez buscar
O irmão mais novo deles
Que Jacó não quis mandar
Quando eles foram embora
A comida eles levaram
E no meio do caminho
Foi ai que repararam
Que o dinheiro da comida
Dentro dos sacos voltaram
Jacó soube da história
E também do tal pedido
De levar o outro irmão
E ficou entristecido
Mas tinha que libertar
O outro que ficou retido
Chegando ao Egito
José os mandou levar
Para sua nobre casa
Que com eles ia jantar
Ficaram morrendo de medo
De José os incriminar
Perguntou José a eles
Se seu pai estava bem
Depois viu a Benjamim
E lhe perguntou também
Se era o irmão mais novo
Que eles queriam tanto bem
Depois da confirmação
José aprontou de novo
Mandou nos sacos colocarem
O dinheiro do seu povo
E no saco de Benjamim
O seu cálice de prata novo
Quando eles iam embora
José os mandou prender
Pois quem robou seu cálice
Ia se arrepender
Ai daquele que fez isso
Seu escravo ia ser
Todos se apavoraram
Quando o cálice foi achado
Foi no saco de Benjamim
Logo do irmão amado
Então diante de José
Eles caíram prostados
José vendo aquela cena
Não podia mais segurar
Todo aquele segredo
Ele pôs a revelar
Seus irmãos admirados
Começaram a chorar
José ordenou a eles
Para ir buscar seu pai
E trazer suas famílias
E também seus animais
Pois aquela velha terra
Não iriam ver jamais
Ao chegaram em Canaã
Ao seu pai contaram o que viu
Jacó se encheu de alegria
E com um sorriso retribuiu
Para a terra do Egito
Pegou as malas e partiu
Ao rever seu filho amado
Jacó não aguentou
Se lançou em seus braços
E aos prantos desabou
José recebeu seu pai
E ao Faraó apresentou
O melhor daquelas terras
José veio a lhes dar
Era terra de Gósen
Lugar bom pra se plantar
Jacó viveu mais uns aninho
Até Deus lhe arrematar
E essa foi a grande história
De José o moço hebreu
Homem reto e temente
A Jeová o Senhor Deus
Viveu cento e dez anos
E no egito feleceu
03/01/2010
A história da IBC em Cordel
Autor: Euriano Sales
Valei-me meu Deus do céu
O fim do ano já chegou
Inda me lembro do ano passado
Do desafio que o pastor lançou
Fincou em nóis raizes e rumos
E durante o ano todin adubou
Pense num adubo bom
Com a igreja todinha mexeu
Buliu com os jovens e as crianças
Muuuita gente se converteu
Num reparou não nas cara nova
Que a mão no culto estendeu?
Pois foi sim senhor...
Deus já fez muita coisa nessa IBC
Desde o tempo que a TV era preto e branco
E que doutor, era quem sabia lê
O Elvis Presley inda era vivo
E o Michael Jackson inda era bebê)
A igreja nasceu em cinquenta e cinco
Bem no centro da cidade
Era um local bem piquininin
Mas atendia a necessidade
Por isso se chama Batista Central
Devido a sua localidade
E esse local era alugado
Tava na hora de comprar um terreno
E pois nun foi que apareceu um
E era bem pertin que tavam vendendo
Compramo em 8 prestações
E o terreno num era pequeno
Ficava na Gonçalves Lêdo
E lá ficamo um monte de ano
Por lá passaram algus pastores
Entre eles seu Chico Caetano
Mas no fim da década de 70
Num tinha niguem pastoreando
Pra vocês terem uma idéia
Do tamanho da congregação
Era só juntar os irmão tudin
Que nun cabia num caminhão
Num chegava a ter quarenta
Era 1 por cento dessa multidão
Em sua maioria Jovens
Considerados intelectuais
Pois cursavam a faculdade
E lutavam por seus ideais
Pediam a Deus que viesse um pastor
Que dali não saísse mais
Vieram alguns pra entrevista
Mas de cara eram testado
Tinham que respoder uma pergunta
E ai daquele se dissesse errado
Pense num engodo medonho
Tudim que veio saiu enrrolado
Mas surgiu um rapaizin novo
Que nos states foi formado
Era um tal de Armando Bispo
Ex-empresário endinheirado
Que largou tudo o que tinha
Pra seguir o seu chamado
Chegou aqui bem caladin
Num respodia sim, nem não
Passou mui bem no tal do teste
Tava no camin da aprovação
Ao analiserem sua vestimenta
Se arrumava só no Padrão
Terno bonito e aprumado
De gravata e colete
Calça de linho bem passada
Mas dispensava outros enfeite
Tinha um bigode bem finin
Magro que nem alfinete
A igreja nesse tempo
Era bem tradicional
Os banco tudo de madeira
Tinha tanque batismal
Bater palma na igreja
Era coisa anormal
O louvor era seleto
Só os hino do Cantor Cristão
De instrumento só o órgão
Nem pensar ter violão
Não podia tocar rock,
Reggae, funk e nem sambão
Nessa época nossa igreja
Era Batista Regular
Tinha muitas desse jeito
Espalhada no Ceará
Tudo que fizesse aqui
Tinha contas pra prestar
Essa foi também a época
Dos estudos bíblicos no lar
O pastor era convidado
Pra numa casa ir falar
"praqueles" que não eram crentes
E na igreja nao queriam pisar
Numa dessa surgiu um rapaz
Que se converteu na reunião
Tinha fama de boêmio
E tocava um bom violão
Era o Amarílio Fontenele
E aqui merece atenção
Certo dia o Amarílio
Disse que queria cantar
Uma música de sua autoria
Que a Deus ia adorar
E o pastor autorizou
O cabra subir no altar
Nesse dia o evento
Era um encontro missionário
O amarílio tocou samba
Nada haver com o hinário
O pastor ficou vermeio
E quaiz se esconde no armário
O samba era muito bonito
Mas o cabra inda tocou com violão
Pense num escândalo
Pros conservadores de plantão
Quem gostou foi a mocidade
E no pastor meteu pressão
O templo já tava pequeno
Tava na hora de se mudar
Veio então a estratégia
Na escolha do lugar
Tinha que ser um canto neutro
Pros descrentes frequentar
Então os cultos de domingo
se mudaram prum hotel
No salão do Metropolitan
Um cantin só o pitel
Os jovens universitários
Já tinham virado bacharel
Um carteiro matemático
Por lá apareceu
Se chamava Alcimou
E com ele se ergueu
O Teatro Sal da Terra
Que por anos percorreu
Percorreu essa cidade
Fazendo evangelismo
Ensinando a palavra
Ao invés de algarismo
Despertando a nação
A sair do conformismo
Uma jovenzinha americana
Com uma voz muito bonita
Foi se apresentar um dia
Na nossa igreja batista
Levou consigo um playback
E louvou a senhorita
O regente do coral
Não gostou da apresentação
Pois escutou uma bateria
Lá no fundo da canção
Disse que era absurdo
Isso na congregação
Isso num era nada
Comparado ao que viria
Um grupo chamado Milad
Que o brasil percorria
Pediu pra se apresentar
Na igreja um certo dia
Montaram os microfones
Até ai tudo bem
Mas iventaram por um baixo
E uma guitarra também
Quando montaram a bateria
Ninguém disse um amém
Cantaram um rock and roll
Que falava de Jesus
Houve palmas e dancinhas
Só faltou jogo de luz
Se uniram e pediram
Ao Pastor Bispo da Cruz
Compra logo uma bateria
Pra gente fazer o louvor
Vamo animar essa igreja
Cantando ao Senhor
E atrair novas pessoas
Entoando o seu amor
A bateria foi comprada
Mas não se podia tocar
O Bispo a deixou no canto
Pra igreja acostumar
Até que se canssaram
De pra ela só olhar
Essa foi uma nova fase
Que a igreja foi vivendo
Já não era regular
E aos poucos foi crescendo
Vendeu a Gonçalves Ledo
E comprou outro terreno
E já era de costume
Acampamento e passeio
O local era alugado
Esse era o nosso meio
Ter um sítio nosso, próprio
Esse era nosso anseio
Um desses acampamentos
Foi o acamp dos morcego
Aconteceu em maraguape
Pense num desassossego
Era num casarão tão véi
Que dava medo em muito nego
Banheiro só tinha um
Quem comia lavava o prato
Morcego tinha de ruma
Só não soube se tinha rato
Mas Deus agiu sobremaneira
E isso sim foi fato
O que foi vivido lá
Nos trouxe nova visão
Descobrimos quantos dons
Há nessa congregação
Vivendo no espírito
Foi o tema em questão
Com o dinheiro do terreno
Compramo uma bela propriedade
Esse era o Sítio Manibura
Entre o Jardim e a Cidade
Lá nois tinha acampamento
Com bem mais facilidade
E foi num acampamento
Que surgiu um festival
De música cristã
Com caráter autoral
Que seria então cantada
No culto dominical
Pensando estrategicamente
Manibura era distante
O que a gente precisava
Era um canto cativante
Que fosse perto de tudo
E cabesse um bom montante
Entao surgiu um imóvel
Num cantinho bem central
Fica no Dionísio Torres
Melhor não tinha igual
Pois cabia a igreja
E um centro educacional
Centro esse era o Kerigma
E até hoje inda estar lá
Mas voltando pra conversa
Quero bem aqui frisar
Que esse foi grande momento
Pra chegarmos até cá
Construimo um auditório
Que o teto era de palha
As viga de carnaúba
Chega o vento se espalha
Podia cair um toró
Que não se via uma falha
Pulamo de cento e onze membros
Pra trezentos e cinquenta
Lá que surgiu os EPLs
Uma grande ferramenta
De crescimento para os lideres
Que dos estudo experimenta
Nós atraimos muitos jovens
Com encontros facilitadores
Tinha o festival Canta Jovem
Revelando novos valores
E vários torneios de esporte
Atraindo jogadores
Havia o Ponto Central
Um evento da mocidade
E o trinta e quatro zero um
Conhecido na cidade
Era tanta gente nova
Que só cabia a metade
Vivemos uma grande fase
Da escola bíblica dominical
Pastor Zé vei de São Paulo
E se firmou nesse arraial
E o Alcimou que era artista
Foi consagrado no final
No final de 95
Ele virou nosso pastor
A igreja agora tinha
Mais de 600 meu senhor
Os cultos era no 7 de setembro
Pois a palhoça não comportou
Teve início os Grupos Pequenos
Separados por sessão
Tinha os grupos do Apoio
E de edificação
Tinha até de evangelismo
Cada qual sua missão
Mais na frente isso mudou
Pois não tava dando certo
Pois todas essas ações
É dever e nosso mérito
Dividir por faixa e classe
É o que era mais correto
A igreja tava crescendo
E precisava de organização
Pensar em Planejamento
Num era coisa de Deus não
Pois igreja num é empresa
E pastor num é patrão
Mas um mínimo de organização
Não era ruim, pelo contrário
Difinir crenças e valores
Era extraordinário
Ter algo bem planejado
Realmente é necessário
E apareceu os oito passos
Que a igreja ia seguir
Relacionamento integro
Tinhamos que definir
Verbalizar a fé e prática
Era algo a se cumprir
Os encontros facilitadores
E grande congregação
Eram os terceiro e quarto passo
Dessa nossa nova visão
Investir em pequenos grupos
Fazia parte da lição
O sexto passo era
Investimento no ensino
O sétimo era servir
Seja adulto ou menino
E o oitavo a mordomia
Não importa de quem seria
Masculino ou Feminino
Pra isso tudo acontecer
Na igreja em geral
Começou no acampamento
Sobre o dom espiritual
E culminou numa reforma
da rede ministerial
Um visão maravilhosa
Que brotou na congregação
No tornamos referência
Do assunto em questão
Cada um servia a Deus
Conforme o seu coração
O pagodeiro fez pagode
O rallizeiro acelerou
O surfista tirou onda
O centurião observou
O Cordelista fez poesia
O artista grafitou
Adolescentes tiveram espaço
Os jovens tambem teu o seu
O esporte com atletas de cristo
Criança no Oanse cresceu
Quem tem palavra aconselha
Seguindo o chamado de Deus
O caminho do serviço
Foi bastante preenchido
Mas o coração do homem
Machucado e ferido
Precisava de uma ajuda
Antes que fosse partido
Um programa então surgiu
E aqui foi implantado
Celebrando a Restauração
Foi assim que foi chamado
Através de 12 passos
O coração é restaurado
A igreja do serviço
Logo foi se transformando
Em algo bem maior
Maior que o coração humano
Servindo na restauração
Cuidando muito e amando
Compramo um terreno enorme
Na entrada de fortaleza
Levantamos ali um tenda
Bem branquinha, uma beleza
E foi aqui que deu início
A luta pela pureza
Em um acampamento do jovens
Com tema de sexo puro
Implantamo uma atitude
E saimos de cima da muro
Através de uma aliança
Nos guardamos pro futuro
E chega dois mil e nove
E chega uma nova visão
Nós não só temos pequenos grupos
Que só vive de reunião
Somos uma igreja de pequenos grupos
Impactando essa nação
Valei-me meu Deus do céu
O fim do ano já chegou
Inda me lembro do ano passado
Do desafio que o pastor lançou
Fincou em nóis raizes e rumos
E durante o ano todin adubou
Pense num adubo bom
Com a igreja todinha mexeu
Buliu com os jovens e as crianças
Muuuita gente se converteu
Num reparou não nas cara nova
Que a mão no culto estendeu?
Pois foi sim senhor...
Deus já fez muita coisa nessa IBC
Desde o tempo que a TV era preto e branco
E que doutor, era quem sabia lê
O Elvis Presley inda era vivo
E o Michael Jackson inda era bebê)
A igreja nasceu em cinquenta e cinco
Bem no centro da cidade
Era um local bem piquininin
Mas atendia a necessidade
Por isso se chama Batista Central
Devido a sua localidade
E esse local era alugado
Tava na hora de comprar um terreno
E pois nun foi que apareceu um
E era bem pertin que tavam vendendo
Compramo em 8 prestações
E o terreno num era pequeno
Ficava na Gonçalves Lêdo
E lá ficamo um monte de ano
Por lá passaram algus pastores
Entre eles seu Chico Caetano
Mas no fim da década de 70
Num tinha niguem pastoreando
Pra vocês terem uma idéia
Do tamanho da congregação
Era só juntar os irmão tudin
Que nun cabia num caminhão
Num chegava a ter quarenta
Era 1 por cento dessa multidão
Em sua maioria Jovens
Considerados intelectuais
Pois cursavam a faculdade
E lutavam por seus ideais
Pediam a Deus que viesse um pastor
Que dali não saísse mais
Vieram alguns pra entrevista
Mas de cara eram testado
Tinham que respoder uma pergunta
E ai daquele se dissesse errado
Pense num engodo medonho
Tudim que veio saiu enrrolado
Mas surgiu um rapaizin novo
Que nos states foi formado
Era um tal de Armando Bispo
Ex-empresário endinheirado
Que largou tudo o que tinha
Pra seguir o seu chamado
Chegou aqui bem caladin
Num respodia sim, nem não
Passou mui bem no tal do teste
Tava no camin da aprovação
Ao analiserem sua vestimenta
Se arrumava só no Padrão
Terno bonito e aprumado
De gravata e colete
Calça de linho bem passada
Mas dispensava outros enfeite
Tinha um bigode bem finin
Magro que nem alfinete
A igreja nesse tempo
Era bem tradicional
Os banco tudo de madeira
Tinha tanque batismal
Bater palma na igreja
Era coisa anormal
O louvor era seleto
Só os hino do Cantor Cristão
De instrumento só o órgão
Nem pensar ter violão
Não podia tocar rock,
Reggae, funk e nem sambão
Nessa época nossa igreja
Era Batista Regular
Tinha muitas desse jeito
Espalhada no Ceará
Tudo que fizesse aqui
Tinha contas pra prestar
Essa foi também a época
Dos estudos bíblicos no lar
O pastor era convidado
Pra numa casa ir falar
"praqueles" que não eram crentes
E na igreja nao queriam pisar
Numa dessa surgiu um rapaz
Que se converteu na reunião
Tinha fama de boêmio
E tocava um bom violão
Era o Amarílio Fontenele
E aqui merece atenção
Certo dia o Amarílio
Disse que queria cantar
Uma música de sua autoria
Que a Deus ia adorar
E o pastor autorizou
O cabra subir no altar
Nesse dia o evento
Era um encontro missionário
O amarílio tocou samba
Nada haver com o hinário
O pastor ficou vermeio
E quaiz se esconde no armário
O samba era muito bonito
Mas o cabra inda tocou com violão
Pense num escândalo
Pros conservadores de plantão
Quem gostou foi a mocidade
E no pastor meteu pressão
O templo já tava pequeno
Tava na hora de se mudar
Veio então a estratégia
Na escolha do lugar
Tinha que ser um canto neutro
Pros descrentes frequentar
Então os cultos de domingo
se mudaram prum hotel
No salão do Metropolitan
Um cantin só o pitel
Os jovens universitários
Já tinham virado bacharel
Um carteiro matemático
Por lá apareceu
Se chamava Alcimou
E com ele se ergueu
O Teatro Sal da Terra
Que por anos percorreu
Percorreu essa cidade
Fazendo evangelismo
Ensinando a palavra
Ao invés de algarismo
Despertando a nação
A sair do conformismo
Uma jovenzinha americana
Com uma voz muito bonita
Foi se apresentar um dia
Na nossa igreja batista
Levou consigo um playback
E louvou a senhorita
O regente do coral
Não gostou da apresentação
Pois escutou uma bateria
Lá no fundo da canção
Disse que era absurdo
Isso na congregação
Isso num era nada
Comparado ao que viria
Um grupo chamado Milad
Que o brasil percorria
Pediu pra se apresentar
Na igreja um certo dia
Montaram os microfones
Até ai tudo bem
Mas iventaram por um baixo
E uma guitarra também
Quando montaram a bateria
Ninguém disse um amém
Cantaram um rock and roll
Que falava de Jesus
Houve palmas e dancinhas
Só faltou jogo de luz
Se uniram e pediram
Ao Pastor Bispo da Cruz
Compra logo uma bateria
Pra gente fazer o louvor
Vamo animar essa igreja
Cantando ao Senhor
E atrair novas pessoas
Entoando o seu amor
A bateria foi comprada
Mas não se podia tocar
O Bispo a deixou no canto
Pra igreja acostumar
Até que se canssaram
De pra ela só olhar
Essa foi uma nova fase
Que a igreja foi vivendo
Já não era regular
E aos poucos foi crescendo
Vendeu a Gonçalves Ledo
E comprou outro terreno
E já era de costume
Acampamento e passeio
O local era alugado
Esse era o nosso meio
Ter um sítio nosso, próprio
Esse era nosso anseio
Um desses acampamentos
Foi o acamp dos morcego
Aconteceu em maraguape
Pense num desassossego
Era num casarão tão véi
Que dava medo em muito nego
Banheiro só tinha um
Quem comia lavava o prato
Morcego tinha de ruma
Só não soube se tinha rato
Mas Deus agiu sobremaneira
E isso sim foi fato
O que foi vivido lá
Nos trouxe nova visão
Descobrimos quantos dons
Há nessa congregação
Vivendo no espírito
Foi o tema em questão
Com o dinheiro do terreno
Compramo uma bela propriedade
Esse era o Sítio Manibura
Entre o Jardim e a Cidade
Lá nois tinha acampamento
Com bem mais facilidade
E foi num acampamento
Que surgiu um festival
De música cristã
Com caráter autoral
Que seria então cantada
No culto dominical
Pensando estrategicamente
Manibura era distante
O que a gente precisava
Era um canto cativante
Que fosse perto de tudo
E cabesse um bom montante
Entao surgiu um imóvel
Num cantinho bem central
Fica no Dionísio Torres
Melhor não tinha igual
Pois cabia a igreja
E um centro educacional
Centro esse era o Kerigma
E até hoje inda estar lá
Mas voltando pra conversa
Quero bem aqui frisar
Que esse foi grande momento
Pra chegarmos até cá
Construimo um auditório
Que o teto era de palha
As viga de carnaúba
Chega o vento se espalha
Podia cair um toró
Que não se via uma falha
Pulamo de cento e onze membros
Pra trezentos e cinquenta
Lá que surgiu os EPLs
Uma grande ferramenta
De crescimento para os lideres
Que dos estudo experimenta
Nós atraimos muitos jovens
Com encontros facilitadores
Tinha o festival Canta Jovem
Revelando novos valores
E vários torneios de esporte
Atraindo jogadores
Havia o Ponto Central
Um evento da mocidade
E o trinta e quatro zero um
Conhecido na cidade
Era tanta gente nova
Que só cabia a metade
Vivemos uma grande fase
Da escola bíblica dominical
Pastor Zé vei de São Paulo
E se firmou nesse arraial
E o Alcimou que era artista
Foi consagrado no final
No final de 95
Ele virou nosso pastor
A igreja agora tinha
Mais de 600 meu senhor
Os cultos era no 7 de setembro
Pois a palhoça não comportou
Teve início os Grupos Pequenos
Separados por sessão
Tinha os grupos do Apoio
E de edificação
Tinha até de evangelismo
Cada qual sua missão
Mais na frente isso mudou
Pois não tava dando certo
Pois todas essas ações
É dever e nosso mérito
Dividir por faixa e classe
É o que era mais correto
A igreja tava crescendo
E precisava de organização
Pensar em Planejamento
Num era coisa de Deus não
Pois igreja num é empresa
E pastor num é patrão
Mas um mínimo de organização
Não era ruim, pelo contrário
Difinir crenças e valores
Era extraordinário
Ter algo bem planejado
Realmente é necessário
E apareceu os oito passos
Que a igreja ia seguir
Relacionamento integro
Tinhamos que definir
Verbalizar a fé e prática
Era algo a se cumprir
Os encontros facilitadores
E grande congregação
Eram os terceiro e quarto passo
Dessa nossa nova visão
Investir em pequenos grupos
Fazia parte da lição
O sexto passo era
Investimento no ensino
O sétimo era servir
Seja adulto ou menino
E o oitavo a mordomia
Não importa de quem seria
Masculino ou Feminino
Pra isso tudo acontecer
Na igreja em geral
Começou no acampamento
Sobre o dom espiritual
E culminou numa reforma
da rede ministerial
Um visão maravilhosa
Que brotou na congregação
No tornamos referência
Do assunto em questão
Cada um servia a Deus
Conforme o seu coração
O pagodeiro fez pagode
O rallizeiro acelerou
O surfista tirou onda
O centurião observou
O Cordelista fez poesia
O artista grafitou
Adolescentes tiveram espaço
Os jovens tambem teu o seu
O esporte com atletas de cristo
Criança no Oanse cresceu
Quem tem palavra aconselha
Seguindo o chamado de Deus
O caminho do serviço
Foi bastante preenchido
Mas o coração do homem
Machucado e ferido
Precisava de uma ajuda
Antes que fosse partido
Um programa então surgiu
E aqui foi implantado
Celebrando a Restauração
Foi assim que foi chamado
Através de 12 passos
O coração é restaurado
A igreja do serviço
Logo foi se transformando
Em algo bem maior
Maior que o coração humano
Servindo na restauração
Cuidando muito e amando
Compramo um terreno enorme
Na entrada de fortaleza
Levantamos ali um tenda
Bem branquinha, uma beleza
E foi aqui que deu início
A luta pela pureza
Em um acampamento do jovens
Com tema de sexo puro
Implantamo uma atitude
E saimos de cima da muro
Através de uma aliança
Nos guardamos pro futuro
E chega dois mil e nove
E chega uma nova visão
Nós não só temos pequenos grupos
Que só vive de reunião
Somos uma igreja de pequenos grupos
Impactando essa nação
13/12/2009
O Judeu e a Samaritana
Autor: Fernando Paixão
Vou contar uma história
Que é de todos conhecida
Está no livro sagrado
Por João desenvolvida
Porém agora em cordel
A história será lida
O Evangelho de João
Tem jeito peculiar
Dos outros três se difere
É uma obra singular
No bojo das escrituras
POssui beleza sem par
Das histórias contidas
No Evangelho de João
Tem uma delas que quero
Chamar bem a atenção
A mulher que conversava
Com Jesus no cacimbão
O cacimbão era o poço
Do patriarca Jacó
Tinha muita tradição
Antigo como ele só
Ficava na Samaria
Terra onde viveu Ló
Quero antes explicar
Porque é que a Samaria
Era muito desprezada
Pela região judia
Não havia um judeu
Que ali passasse um dia
Samaria é a mesma
Terra por Deus prometida
Mas no decorrer da história
Teve que ser repartida
No tempo da monarquia
Norte e Sul foi dividida
No tempo de Salomão
A população no Norte
Reclamava dia e noite
A sua falta de sorte
Era tanto do tributo
Que o pobre via a morte
A população do Norte
POr causa da repressão
Fez um grande movimento
Pela emancipação
Conseguiram a liberdade
No tempo de Roboão
Roboão era um dos filhos
Herdeiros de Salomão
Não teve sabedoria
Pra governar a nação
E então se deu origem
No país a divisão
Joroboão foi o rei
Que ao norte governou
No sul ficou Roboão
Que o povo rejeitou
E no fim dessa história
O povo foi quem pagou
A nação enfraquecida
Ficou muito vulnerável
Os assírios invadiram
Era tudo inevitável
Destruíram sem piedade
Que desastre lamentável
Rei Oséias governava
Nesse tempo a Samaria
E em sete vinte e dois
Foi o ano da sangria
E o povo de Israel
Nunca mais teve alegria
O povo foi deportado
Para as terras estrangeiras
A dominação assíria
Expandiu suas fronteiras
Samaria foi aos poucos
Esquecendo suas maneiras
No Norte não se ligava
Muito pra religião
Aquela oficial
Que se tinha obirgação
De no templo cultuar
O Deus do pai Abraão
Nos costumes estrangeiros
Todos iam se envolvendo
Pouco a pouco a Samaria
Sua fé foi esquecendo
O respeito de Judá
Samaria foi perdendo
Judá, reino do sul;
Capital Jerusalém
Conservava a lei do templo
E era radical também
Não queria que a lei fosse
Violada por ninguém
O tempo foi se passando
E no tempo de Jesus
o judeu conservador
Que a lei de Deus conduz
Causava tanta injustiça
Pela forma que a traduz
Dizia sempre o judeu
A Samaria não presta
Pois sua população
É impura tem aresta
Judá é o povo santo
Que na terra ainda resta
Agora caro leitor!
Podemos continuar
A história que eu estava
Começando a contar
Da mulher que com Jesus
Pegou-se a conversar
Era uma samaritana
Aquela mulher do poço
Ficou tão admirada
Com aquele homem moço
Quebrando grande tabu
Sem fazer nenhum esforço
Jesus era um judeu
Não podia conversar
Com mulher da Samaria
Ou qualquer outro lugar
Para o homem era feio
Esta atitude tomar
Agora eu vou contar
Como diz a escritura
A conversa de Jesus
Com aquela criatura
Tinha o coração aberto
Só não era casta e pura
Jesus Cristo caminhava
Por toda a região
Em lugarejos e vilas
Pra fazer a pregação
E esteve na Judéia
Pra cumprir sua missão
Passou pela Samaria
Pra chegar na Galiléia
Por causa dos fariseus
Jesus mudou de idéia
Não podendo mais ficar
Foi saindo da Judéia
E no meio do caminho
Na cidade de Sicar
Jesus estava passando
Ali decidiu ficar
pois já era meio dia
Foi preciso descansar
Sentindo fome e sede
Jesus se aproximou
D'uma mulher que estava
No poço, ela olhou...
Dê-me um pouco desta água
Foi o que Jesus falou
Os discípulos de Jesus
Tinha ido pra cidade
Pra comprar o alimento
Pra sua necessidade
Ficou Jesus e a mulher
Naquela localidade
A mulher se espantou
Porque nada entendia
Como é que um judeu
Desta água lhe pedia
E quem era aquele homem
Ela ainda não sabia
Pois eu sou a Água Viva
O Cristo se revelava
Aquela mulher sorria
Sem saber que se tratava
Dá água vivificante
Que a sede saciava
A mulher disse a Jesus
Que o poço era fundo
E Jesus com paciência
Lançou-lhe um olhar profundo
tinha em seu coração
O maior amor do mundo
E Jesus já foi dizendo
Desta água quem beber,
Não terá sede jamais
Para sempre vai viver
Nascerá pra vida eterna
Quem a água conhecer
Jesus Cristo ao dizer
Pra mulher quem ele era
Falou de uma verdade
Que não era um quimera
Que ele é o Salvador
Que o mundo tanto espera
Era tanto preconceito
Sobre aquela infeliz
Somente por ser mulher
E ser uma meretriz
Por viver na Samaria
Ela não era feliz
Mas Jesus ao vê-la assim
Desprezada pelo povo
Olhando-a com ternura
Ela disse: eu te louvo
Esta cena eu sei que foi
Acontecimento novo
Agora veja o leitor
O que faz o Nazareno
Amou aquela mulher
Com amor doce e sereno
E pra ela declarou-se
Com o seu gesto ameno
Não foi para o judeu
Que Jesus se revelou
Este povo prepotente
Jesus não abençoou
Foi para a samaritana
Que Jesus se declarou
Isso mostra que a lei
Não é para escravizar
Deve estar sempre a serviço
E à pessoa libertar
Quem se apega tanto à lei
Não sabe o que é amar
Sei que aquele encontro foi
Pra nos dá essa lição
Que a pessoa vale mais
Do que uma prescrição
Quem condena um pecador
Não está sendo cristão
Meu trabalho chega ao fim
Da história fui fiel
Deus me deu sabedoria
Pra escrever esse cordel
Retratando um episódio
Da história de Israel
Vou contar uma história
Que é de todos conhecida
Está no livro sagrado
Por João desenvolvida
Porém agora em cordel
A história será lida
O Evangelho de João
Tem jeito peculiar
Dos outros três se difere
É uma obra singular
No bojo das escrituras
POssui beleza sem par
Das histórias contidas
No Evangelho de João
Tem uma delas que quero
Chamar bem a atenção
A mulher que conversava
Com Jesus no cacimbão
O cacimbão era o poço
Do patriarca Jacó
Tinha muita tradição
Antigo como ele só
Ficava na Samaria
Terra onde viveu Ló
Quero antes explicar
Porque é que a Samaria
Era muito desprezada
Pela região judia
Não havia um judeu
Que ali passasse um dia
Samaria é a mesma
Terra por Deus prometida
Mas no decorrer da história
Teve que ser repartida
No tempo da monarquia
Norte e Sul foi dividida
No tempo de Salomão
A população no Norte
Reclamava dia e noite
A sua falta de sorte
Era tanto do tributo
Que o pobre via a morte
A população do Norte
POr causa da repressão
Fez um grande movimento
Pela emancipação
Conseguiram a liberdade
No tempo de Roboão
Roboão era um dos filhos
Herdeiros de Salomão
Não teve sabedoria
Pra governar a nação
E então se deu origem
No país a divisão
Joroboão foi o rei
Que ao norte governou
No sul ficou Roboão
Que o povo rejeitou
E no fim dessa história
O povo foi quem pagou
A nação enfraquecida
Ficou muito vulnerável
Os assírios invadiram
Era tudo inevitável
Destruíram sem piedade
Que desastre lamentável
Rei Oséias governava
Nesse tempo a Samaria
E em sete vinte e dois
Foi o ano da sangria
E o povo de Israel
Nunca mais teve alegria
O povo foi deportado
Para as terras estrangeiras
A dominação assíria
Expandiu suas fronteiras
Samaria foi aos poucos
Esquecendo suas maneiras
No Norte não se ligava
Muito pra religião
Aquela oficial
Que se tinha obirgação
De no templo cultuar
O Deus do pai Abraão
Nos costumes estrangeiros
Todos iam se envolvendo
Pouco a pouco a Samaria
Sua fé foi esquecendo
O respeito de Judá
Samaria foi perdendo
Judá, reino do sul;
Capital Jerusalém
Conservava a lei do templo
E era radical também
Não queria que a lei fosse
Violada por ninguém
O tempo foi se passando
E no tempo de Jesus
o judeu conservador
Que a lei de Deus conduz
Causava tanta injustiça
Pela forma que a traduz
Dizia sempre o judeu
A Samaria não presta
Pois sua população
É impura tem aresta
Judá é o povo santo
Que na terra ainda resta
Agora caro leitor!
Podemos continuar
A história que eu estava
Começando a contar
Da mulher que com Jesus
Pegou-se a conversar
Era uma samaritana
Aquela mulher do poço
Ficou tão admirada
Com aquele homem moço
Quebrando grande tabu
Sem fazer nenhum esforço
Jesus era um judeu
Não podia conversar
Com mulher da Samaria
Ou qualquer outro lugar
Para o homem era feio
Esta atitude tomar
Agora eu vou contar
Como diz a escritura
A conversa de Jesus
Com aquela criatura
Tinha o coração aberto
Só não era casta e pura
Jesus Cristo caminhava
Por toda a região
Em lugarejos e vilas
Pra fazer a pregação
E esteve na Judéia
Pra cumprir sua missão
Passou pela Samaria
Pra chegar na Galiléia
Por causa dos fariseus
Jesus mudou de idéia
Não podendo mais ficar
Foi saindo da Judéia
E no meio do caminho
Na cidade de Sicar
Jesus estava passando
Ali decidiu ficar
pois já era meio dia
Foi preciso descansar
Sentindo fome e sede
Jesus se aproximou
D'uma mulher que estava
No poço, ela olhou...
Dê-me um pouco desta água
Foi o que Jesus falou
Os discípulos de Jesus
Tinha ido pra cidade
Pra comprar o alimento
Pra sua necessidade
Ficou Jesus e a mulher
Naquela localidade
A mulher se espantou
Porque nada entendia
Como é que um judeu
Desta água lhe pedia
E quem era aquele homem
Ela ainda não sabia
Pois eu sou a Água Viva
O Cristo se revelava
Aquela mulher sorria
Sem saber que se tratava
Dá água vivificante
Que a sede saciava
A mulher disse a Jesus
Que o poço era fundo
E Jesus com paciência
Lançou-lhe um olhar profundo
tinha em seu coração
O maior amor do mundo
E Jesus já foi dizendo
Desta água quem beber,
Não terá sede jamais
Para sempre vai viver
Nascerá pra vida eterna
Quem a água conhecer
Jesus Cristo ao dizer
Pra mulher quem ele era
Falou de uma verdade
Que não era um quimera
Que ele é o Salvador
Que o mundo tanto espera
Era tanto preconceito
Sobre aquela infeliz
Somente por ser mulher
E ser uma meretriz
Por viver na Samaria
Ela não era feliz
Mas Jesus ao vê-la assim
Desprezada pelo povo
Olhando-a com ternura
Ela disse: eu te louvo
Esta cena eu sei que foi
Acontecimento novo
Agora veja o leitor
O que faz o Nazareno
Amou aquela mulher
Com amor doce e sereno
E pra ela declarou-se
Com o seu gesto ameno
Não foi para o judeu
Que Jesus se revelou
Este povo prepotente
Jesus não abençoou
Foi para a samaritana
Que Jesus se declarou
Isso mostra que a lei
Não é para escravizar
Deve estar sempre a serviço
E à pessoa libertar
Quem se apega tanto à lei
Não sabe o que é amar
Sei que aquele encontro foi
Pra nos dá essa lição
Que a pessoa vale mais
Do que uma prescrição
Quem condena um pecador
Não está sendo cristão
Meu trabalho chega ao fim
Da história fui fiel
Deus me deu sabedoria
Pra escrever esse cordel
Retratando um episódio
Da história de Israel
08/10/2009
Juntos servindo em amor
Autor: Euriano Sales
Hoje é dia de culto
E nós aqui “tamo” esperando
Começar a programação
E ouvir o pastor Armando
Falar sobre servir JUNTOS
E a gente só escutando
Quando acaba nós “vamo” embora
As vezes empilha as cadeiras
Mas será só isso que devemos fazer?
Não existe outras maneiras?
Como faço para ajudar
Os companheiros e a companheiras?
Se você olhar ao redor
Vai ver que não falta serviço
De cara já vê os Centuriões
E não se faça de omisso
Seu carro tá bem “guardadin”
Todo mundo sabe disso.
As crianças tem seu cantinho
O Futuro dessa Geração
Mas pra cuidar da criançada
Sempre é bom mais uma mão
Quem sabe não falta você
Pra impactar essa geração?
Se estou com fome vou na Cantina
Mas antes passo pela Recepção
Pra ler um livro na Biblioteca
Pra informação vou no Conexão
Ao ver as cadeiras lembro da Logística
Lembro do Som ao ouvir a canção.
O culto é todo Filmado
Mas pra isso precisa de gente
Se tem Teatro precisa de ator
Nos Bastidores tem gente presente
Se eu pensar que pra tudo há alguém
Não vai faltar serviço na mente.
Servir Juntos é a palavra de ordem
Juntos servindo ao Senhor
Juntos em prol do reino
Juntos com muito fervor
Juntos com muita alegria
Juntos servindo em amor.
Hoje é dia de culto
E nós aqui “tamo” esperando
Começar a programação
E ouvir o pastor Armando
Falar sobre servir JUNTOS
E a gente só escutando
Quando acaba nós “vamo” embora
As vezes empilha as cadeiras
Mas será só isso que devemos fazer?
Não existe outras maneiras?
Como faço para ajudar
Os companheiros e a companheiras?
Se você olhar ao redor
Vai ver que não falta serviço
De cara já vê os Centuriões
E não se faça de omisso
Seu carro tá bem “guardadin”
Todo mundo sabe disso.
As crianças tem seu cantinho
O Futuro dessa Geração
Mas pra cuidar da criançada
Sempre é bom mais uma mão
Quem sabe não falta você
Pra impactar essa geração?
Se estou com fome vou na Cantina
Mas antes passo pela Recepção
Pra ler um livro na Biblioteca
Pra informação vou no Conexão
Ao ver as cadeiras lembro da Logística
Lembro do Som ao ouvir a canção.
O culto é todo Filmado
Mas pra isso precisa de gente
Se tem Teatro precisa de ator
Nos Bastidores tem gente presente
Se eu pensar que pra tudo há alguém
Não vai faltar serviço na mente.
Servir Juntos é a palavra de ordem
Juntos servindo ao Senhor
Juntos em prol do reino
Juntos com muito fervor
Juntos com muita alegria
Juntos servindo em amor.
29/06/2009
Surf House - Casa dos Surfistas
Autor: Euriano Sales
Desenhos: Cauê Pascoa
Este vídeo é um cordel animado contando a história de um jovem surfista que teve um sonho de construir uma Casa para Surfistas, Surf House, onde pudessem ali compartilhar a mensagem do criador das ondas, Deus.
Desenhos: Cauê Pascoa
Este vídeo é um cordel animado contando a história de um jovem surfista que teve um sonho de construir uma Casa para Surfistas, Surf House, onde pudessem ali compartilhar a mensagem do criador das ondas, Deus.
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